João pensou, pensou, pensou e pensou até não conseguir pensar mais. Depois de ter pensado muito, João chegou à conclusão que o melhor que tinha a fazer era voltar a ser o João, aquele João que saía à noite e vinha de madrugada, pegava uma dama aqui e outra ali, aquele que não se preocupava com ninguém, nem mesmo consigo próprio, apenas pensava em ir a festas e divertir-se. A vida de João deu uma grande volta, João transformou-se noutra pessoa, uma pessoa má. João retomou a sua vida do passado, a qual não agradou ninguém.
O seu namoro não durou muito tempo, traiu a mulher que amava. A namorada de João não aguentou tamanha humilhação, e pôs um ponto final na sua relação. Mas, mesmo depois de tudo o que passou com João, continuou a amá-lo. Cada dia que passava João ficava pior, tornou-se numa pessoa irreconhecível.
João foi para o lado dos gangsters e tornou-se um deles. Passaram segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e não houve melhoras. João nem se esforçou para ser uma pessoa melhor. João conheceu uma garina, que já tinha passado pela mão de todos, até mesmo pelos seus amigos. A dama deu em cima dele mas o João resistiu pois pensava que o seu amigo namorava com ela. Um dia, chegou a casa, encontrou a sua família e pensou para si: -“ Fogo, vou ouvir um sermão”.
Logo a sua família mandou-o sentar, para uma conversa que já devia ter acontecido.
A família de João avisou-o que aquela situação não podia continuar, caso ele não mudasse a sua maneira de ser, não podia continuar a viver sob o mesmo tecto que eles. João achou que a sua família estava a abandoná-lo, ficou revoltado e teve uma atitude desagradável. Saiu porta a fora embirrando com tudo e com todos.
João foi ao sítio do costume, o Bar dos gangsters e, pelo caminho, encontrou a dama do povo, e foi em frente. João não ligou às consequências de uma relação sexual sem cuidados, ainda mais com a dama do povo. Após uma noite, passada com uma dama toda boa. João decidiu sair com os amigos para mais uma daquelas noitadas. Foi sempre assim, dias após dia. João deixou de ser bonito, deixou de ser aquele rapaz admirado por todos.
Autora: Marisa Bonaparte (8.º C)